LOUCURAS POR UMA NOITE DE PRAZER
Para melhorar a performance sexual, jovens têm abusado de misturas de álcool, drogas e medicamentos estimulantes. A necessidade de ser insuperável está afetando a vida sexual destes jovens, os quais na busca desenfreada na melhora do desempenho fazem loucuras para não falharem na “hora H”, entretanto o efeito pode ser totalmente ao contrário, pois os remédios disponíveis não garantem mais intensidade sexual para quem tem uma vida sexual normal, apenas para as pessoas realmente necessitadas, os medicamentos podem surtir os efeitos desejáveis. “Os medicamentos estimulantes garantem a sua eficácia apenas nas pessoas que tem dificuldade de manter uma ereção razoável”, garante o urologista Mario Marques em entrevista ao jornal A tribuna de Vitória/ES. “Quem ao tem esse problema não vai virar um super-homem e o máximo que poderá conseguir é obter uma segunda ereção com mais facilidade” completou.
Os jovens chegam a combinar até dois tipos diferentes de estimulantes sexuais e o efeito e o que poderia ser prazer torna-se um tormento, pois os efeitos colaterais dos medicamentos são desastrosos e podem provocar arritmia cardíaca devidos aos excessos. Outra forma de melhorar o desempenho sexual á o uso de hormônios como a testosterona, porém na primeira impressão tem se a sensação de uma melhoria e de prazer, porém o uso da testosterona causa vários problemas a saúde do usuário entre elas problemas no fígado, o crescimento da próstata e quando o uso é interrompido pode haver atrofia dos testículos. Essa combinação sem controle desses artifícios na vida sexual das pessoas jovens podem ainda facilitar o surgimento de uma doença ainda desconhecida para os homens: O priapismo.
Recentemente um jovem dominicano de 23 anos procurou auxílio médico depois de passar 06 dias com ereção prolongada porque combinou medicamentos estimulantes, bebidas alcoólicas e energéticos. Especialistas apontam que numa ereção superior a 06 horas pode resultar em inutilização do órgão sexual, pois a acumulo de gás carbônico nas células locais devido à falta de oxigenação destas, pode provocar danos irreversíveis no pênis. No caso de intervenção médica para dirimir os efeitos da ereção prolongada há varias técnicas dependendo da gravidade de cada caso. “O paciente não pode simplesmente voltar para casa com a ereção. É preciso fazer uma punção para retirar o excesso de sangue com baixa taxa de oxigênio, aplicar um antídoto e, se preciso, fazer uma lavagem interna com soro” Explica o andrologista Eduardo Marsiglia. “Em casos extremos pode o paciente se submeter a um procedimento cirúrgico emergencial que consiste na drenagem do sangue o qual deixa o paciente impotente para o resto da vida” continuou Marsiglia. Apesar de não ser tão comum, o priapismo pode ser desencadeado por vários fatores entre eles o consumo desnecessário de “estimulantes sexuais”