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Recebendo pouco mais de R$ 500.00 de salários, os guardas Municipais trancaram os portões da prefeitura durante uma pacífica manifestação dos servidores da educação os quais se uniram em torno de uma reivindicação por melhores condições de trabalho. A grosseira e mal educada medida visava evitar que os servidores se dirigissem ao gabinete do chefe do executivo, num encontro cara a cara, para cobrar do irredutível prefeito, um posicionamento sobre a pauta de reivindicações da classe. Os professores e os servidores públicos municipais estão sem reajuste salarial há mais de 06 anos e nem o setor da educação pública, que tem verbas federal e estadual direcionadas para promover a qualidade do sistema de educação no município, está sendo beneficiado. Em detrimento aos salários dos profissionais educadores, ainda não se sabe os motivos, mas a política municipal para a educação prioriza a compra de materiais caríssimos e de equipamentos, cujas licitações geralmente são vencidas por empresas ligadas a pessoas que possuem "estreitos laços com a prefeitura".
A Secretária de educação, que é parente do prefeito, e que até a bem pouco tempo estava saindo de um banco da universidade, não possui nenhuma experiência para dirigir uma pasta tão complexa quanto é a da educação municipal. Os problemas da Secretaria de educação vão se acumulando e a falta de recomposição salarial dos profissionais é apenas a ponta de um grande iceberg à deriva no "oceano de inconformidades" que é a atual administração da cidade. O prefeito Wallace Ventura de Andrade está perdido nos direcionamentos administrativos e já não pode contar com a sua equipe de governo que, em virtude da proximidade eleitoral, está se dividindo entre os vários interesses políticos do grupo. O sistema de educação e a política salarial do funcionalismo está sem uma solução exatamente porque falta uma centralização das decisões. Hoje a prefeitura de Ribeirão das Neves é um imenso monstro com várias cabeças que se debatem entre elas e que "mordem umas as outras". A frouxa administração de Ribeirão das Neves é uma espécie de jogo de vedetes e de estrelismos onde cada um procura aparecer mais que o outro. Não se sabe quem verdadeiramente manda na prefeitura, se é o prefeito, o seu irmão que é candidato a deputado estadual, os seus secretários, os superintendentes ou os seus próprios assessores, mas quando se trata resolver os sérios problemas da cidade ninguém aparece, todos escondem as caras e até o próprio prefeito, que nunca cumpre os compromissos que assume, está evitando aparecer em público para se preservar dos dissabores das vaias que a população tem lhe direcionado. O prefeito Wallace Ventura de Andrade é professor municipal e atualmente implementa uma das piores administrações na história da educação municipal. Nem os compromissos de campanha estão sendo cumpridos com os seus ex-colegas do "pó de giz". No final da tarde durante um tenso encontro na Câmara Municipal, representantes da prefeitura acenaram para a possibilidade de um anúncio de reajuste ainda esta semana. A categoria aguarda um índice em torno de 40%. A atual secretária de educação Adriana Guimarães deverá perder o cargo já que circulam rumores que o ex-secretário José Fernandes teria sido sondado para reassumir a pasta.
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NEGOCIAÇÃO COM A PREFEITURA JÁ DURA 06 ANOS
O descaso da administração municipal com a educação no município pode provocar uma das maiores crises do sistema municipal de ensino de Ribeirão das Neves. Cansados de tanto tentar negociar uma recomposição salarial com a prefeitura, a categoria dos educadores municipais resolveu partir para o confronto decretando paralisações-relâmpagos e vislumbrando até uma greve geral. Depois de uma negociação que vem se arrastando há mais de 06 anos, no ano passado a prefeitura teria sinalizado uma possibilidade de salarial depois de um estudo do impacto financeiro nas contas da prefeitura, contudo a estratégia utilizada pela prefeitura tinha a intenção de postergar e desmobilizar uma paralisação da categoria. Nesta segunda-feira 29/03/2010, novamente os professores se mobilizaram e marcharam em passeata até a prefeitura para cobrar do Prefeito Wallace Ventura as promessas de melhoria salarial feitas no ano passado. Como de costume, a prefeitura novamente está tentando manipular a categoria, adiando para 7 de maio uma nova negociação. Os professores não estão aceitando a nova data, haja vista que a prefeitura perdeu a credibilidade diante da categoria. Os mestres de Ribeirão das Neves estão se sentindo desprestigiados diante do verdadeiro caos que se instalou na educação da cidade. Além dos salários defasados, os professores trabalham em condições precárias, onde faltam materiais didáticos, equipamentos e uma estrutura física razoável. No município existem escolas onde até a laje de uma delas desabou, obrigando aos pequeninos estudantes a assistirem às aulas ao relento numa quadra de esportes aberta. Em outra escola, apesar da execução de obras por particulares em ambientes públicos ser proibida, os professores tiveram que fazer uma "vaquinha" para cimentar o piso do estacionamento e de uma rampa. O prefeito Wallace Ventura de Andrade é professor de carreira da rede de ensino municipal e se está tratando desta forma os seus colegas de classe, imaginem o que deverá estar acorrendo com o resto do funcionalismo? Nem a eleição direta para diretores das escolas o prefeito conseguiu fazer. Será incompetência ou falta de administração?
Em 2004 quando foi eleito prefeito de Ribeirão das Neves, o professor Wallace Ventura de Andrade fez inúmeras promessas de melhorias no sistema de educação que valorizassem a classe de seus ex-colegas de profissão, contudo as prometidas melhorias ficaram apenas na conversa. De todos os compromissos assumidos, nenhum deles até hoje foi cumprido e até as esperadas eleições para diretores das escolas não sairam do papel e para manter as indicações políticas para os cargos de diretores escolares e ao mesmo tempo dar uma resposta às reivindicações dos professores, a prefeitura lançou um edital com erros grosseiros para que assim, o processo pudesse ser questionado na justiça, paralisando as eleições até que haja uma decisão final da justiça, dando tempo para que os apadrinhados da prefeitura continuassem na direção das escolas. Diante deste triste quadro, insatisfeitos os servidores da educação decretaram greve para reivindicar melhorias em seus proventos. Sem aumento salarial há mais de 06 anos, os educadores prometeram não dar trégua à prefeitura e já não estão aceitando as promessas da prefeitura, até porquê, no passado elas nunca foram cumpridas. As desculpas da prefeitura são sempre as mesmas: Falta de verba e queda de arrecadação. Em contratste com a esfarrafada desculpa da falta de recursos, a Secretaria Municipal de Educação-SEMEC gastou no início do ano, cerca de R$ 100.00 para confeccionar a unidade de um Kit escolar que em valores de mercado não custariam mais que a metade do preço. Para decidir os rumos do movimento, a categoria marcou uma reunião para o dia 09/04 às 09h00min na Praça da igreja do Justinópolis. Numa tentativa torpe de desarticular o movimento, a prefeitura continua utilizando uma velha e já cansativa tática: Utilizar seus afilhados políticos infiltrados no movimento para espalhar boatos entre a categoria de que a greve foi decretada ilegal mesmo antes de ela ter sido analisada pela justiça do trabalho. Por ser professor municpal efetivo esse descaso do prefeito com os mestres da educação da cidade materializa um conhecido adágio popular: "Cuspindo no prato em que comeu".
ÚLTIMA HORA
Cercado de auxiliares incompetentes o governo do prefeito Wallace Ventura está marcando a história do município como uma das piores administrações públicas já vivenciada pela comunidade nevense. Afim de se isentar das mazelas provocadas por eles mesmos, os incompetentes auxiliares do prefeito tentam impor e jogar as responsabilidades deste péssimo governo nos servidores e na comunidade em geral.
Um pai de alunos reclamou junto à ouvidoria municipal sobre a falta de aulas que está prejudicando as crianças. Vejam a resposta da ouvidoria: "Segundo informações da Secretaria de Educação, o Sindicato foi chamado para conversar, mas eles SindUTE-Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação-, estão irredutíveis nas negociaçoes; o que impossibilita o retorno às aulas das nossas crianças, lamentavelmente."
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