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A onda do empreguismo já chegou ao hospital São Judas Tadeu. Apesar de contar com um quadro de funcionários qualificados, auxiliares admitidos através de indicação política nas prestadoras de serviço da prefeitura estão "deitando e rolando" nos cargos que deveriam ser ocupados por servidores efetivos ou contratados diretamente com a fundação que gerencia o hospital. Numa espécie de "reengenharia administrativa ao contrário", no hospital o senso público parece não prevalecer. Um claro exemplo da influência e do protecionismo político em cargos públicos está ocorrendo na farmácia do São Judas Tadeu para onde foram alocados terceirizados da empresa ADCON- Administração e conservação Ltda. A partir de 1985, a terceirização de serviços e a reengenharia administrativa das empresas e dos órgãos públicos encontraram nas prestadoras de serviços uma solução para diminuir os gastos gerados pela mão-de-obra que não se enquadrasse na atividade fim, assim estas entidades poderiam contratar um terceiro para as funções de limpeza, de vigilância, de manutenção etc., mas para as atividades estritamente vinculadas à área de saúde como a farmácia, por exemplo, essa vinculação é totalmente descabida e ilegal. Por se tratar de um setor técnico-estratégico, a farmácia do Hospital São Judas Tadeu deveria estar sendo administrada por servidores altamente treinados e capacitados entre os componentes do próprio quadro hospitalar. Apesar da pouca qualificação dos terceirizados que estão trabalhando naquele setor, os gastos da prefeitura com eles chega a ser o dobro, já que os seus salários são regidos pelo mínimo da categoria do sindicato da empresas prestadoras de serviço e que é infinitamente superior aos pagos pela prefeitura aos seus servidores, isso sem levar em conta as despesas geradas com encargos sociais e taxa de administração que são, obrigatoriamente repassados pelo São Judas Tadeu às contratadas. Enquanto um servidor efetivo custa para o município pouco mais de R$ 600.00 ao mês, os gastos com terceirizados não sai por menos de R$ 1.200.00. Enquanto essa inconformidade financeira-administrativa está ocorrendo, estão faltando medicamentos e materiais medico-hospitalares na unidade. Sendo assim, a administração do São Judas não está conseguindo dar uma resposta eficiente para população no setor de atendimento médico da cidade e para essas "inadministrações" há duas respostas razoaveis: Ou eles ligam para os desperdícios de verbas já que o dinheiro que está sendo gasto não sai do bolso do diretor Rowney Perdigão e nem do prefeito Wallace Ventura, ou ainda não apareceu na cidade um administrador público competente para acabar com esta farra.Hospital é lugar de cuidar de doentes, o cabide de empregos da prefeitura deveria ficar restrito a secretaria de ação social, afinal de contas fazer festa com o dinheiro dos outros é muito fácil. Clique na foto e leia o editorial "SAÚDE É COISA SÉRIA".
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